SALETE PAULINA MACHADO SIRINO

 

CAPÍTULOS DE LIVRO

 

2016 – Cinema brasileiro: ensino, pesquisa e extensão na formação de professores.

http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/COMUNICACAO2016A/COMUNICADOS/Livro_Criacao_Ensino.pdf

Capítulo publicado no livro: Criação, ensino e produção de conhecimento em Artes: Artes Visuais, Cinema, Dança e Teatro. Organizado por: Marila Annibelli Vellozo e Solange Straube Stecz

ISBN: 978-85-8875940-2 UNESPAR

Páginas: 145 a 175

Resumo: Nesse texto aborda-se sobre o projeto de extensão “Cinema brasileiro na escola”, realizado entre 2013 e 2014, vinculado ao programa de extensão Universidade Sem Fronteiras da SETI/PR, realizado numa parceria entre Unespar/Campus de Curitiba II e SEED/NRE de Curitiba, que teve por finalidade a capacitação de professores de Artes e de Língua Portuguesa com atuação em escolas do NRE/Curitiba, para a utilização do cinema brasileiro no Ensino Fundamental e Médio. O projeto teve entre seus resultados a publicação do livro “Cinema brasileiro na escola: pra começo de conversa”, prefaciado por José Carlos Avellar.

 

2015 – S. Bernardo e Vidas Secas: o realismo em filmes do cinema novo brasileiro

https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5640493

https://congresocinesalamanca2015.files.wordpress.com/2016/05/salamanca-actas-tomo-1.pdf

Capítulo publicado no libro de actas: III Congresso Internacional historia, arte & literatura em el cine em español & português. Organizado por: Maria Emma Camarero Caladria e María Marcos Ramos.

ISBN: 978-84-606-8174-8

Línea II: Literatura y Cine – Páginas: 451 a 468

Resumo: Neste estudo, interessa-se pela análise das imagens do real que são materializadas em estrutura fílmica, por meio da construção artificial do cinema, a partir de análises dos filmes Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e S. Bernardo (1971), de Leon Hirszman, produzidos no contexto do Cinema Novo brasileiro – produções contrárias aos padrões estéticos e econômicos do então cinema dos estúdios, que resultam na utilização inovadora do aparato técnico de realização fílmica. Assim, considerando a intrínseca relação entre texto e contexto, articulam-se estudos sobre o realismo no cinema, especialmente de André Bazin e Glauber Rocha, às análises das imagens fílmicas de Vidas Secas e S. Bernardo, tendo como objetivo elucidar o aparato de produção envolvido na materialização destas imagens.

 

ORGANIZAÇÃO DE LIVRO

 

2014 – Cinema Brasileiro na Escola: pra começo de conversa

Salete Paulina Machado Sirino e Fabio Luciano Francener Pinheiro (Organizadores).

ISBN 978-85-68399-00-2. Curitiba: Editora da UNESPAR, 2014.

Resumo: Os textos que integram Cinema Brasileiro na Escola: pra começo de conversa, resultam de reflexões a partir de duas vertentes: histórica e análise de filmes.  A primeira linha, de História, perpassa por uma visão cronológica, desde as primeiras manifestações do cinema no Brasil até a produção contemporânea – mais de cem anos da trajetória do Cinema Brasileiro. A segunda linha, de Análise Fílmica, com abordagem centrada nos elementos que compõem o discurso cinematográfico, os trabalhos da Direção, Produção, Fotografia, Arte, Montagem e Som.

 

2014 – Produção Fílmica: o realismo em S. Bernardo, de Leon Hirszman

Capítulo do Livro Cinema Brasileiro na Escola: pra começo de conversa. Salete Paulina Machado Sirino e Fabio Luciano Francener Pinheiro (Organizadores).

ISBN 978-85-68399-00-2. Curitiba: Editora da UNESPAR, 2014.

Resumo: Neste estudo, interessa-se pela análise das imagens do real que são materializadas em estrutura fílmica, por meio da construção artificial do cinema, a partir de análise do filme S. Bernardo (1971), de Leon Hirszman, produzido no contexto do Cinema Novo brasileiro. Assim, considerando a intrínseca relação entre texto e contexto, articulam-se estudos sobre o realismo no cinema, especialmente de André Bazin e Glauber Rocha, às análises de imagens fílmicas de S. Bernardo, tendo como objetivo elucidar o aparato de produção envolvido na materialização destas imagens.

 

 

ORGANIZAÇÃO DE REVISTA

 

Revista O Mosaico nº 10

http://periodicos.unespar.edu.br/index.php/mosaico/issue/view/Mosaico%202%C2%BA%20semestre%202013

Resumo: A Revista O Mosaico, número 10, é uma edição especial composta por artigos resultantes de monografias dos alunos do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Cinema, com ênfase em Produção, turma 2011/2012, da UNESPAR/FAP, a qual tem o intuito de abrir espaço à divulgação da produção científica resultante deste curso, como também de oportunizar a leitura de textos inerentes à produção de cinema.

 

 

ARTIGOS

 

2015 – A fotografia de Lauro Escorel no filme S. Bernardo

ISSN: 1679-4915

http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/Cientifica12_ArtigoSaleteSirino_IndependenteCompleto.pdf

Resumo: No que concerne à construção da estética realista pretendida pelo cineasta Leon Hirszman, para o filme S. Bernardo (1972), neste artigo, articula-se entrevista com Lauro Escorel, Diretor de Fotografia deste filme, à análise de algumas imagens de S. Bernardo, visando elucidar o potencial da memória relativo ao processo de criação e recriação estética desta obra, como também dos recursos de produção viabilizados para realizá-la.

 

2015 – Alteridade em Conversa de Bois e Campo Geral de João Guimarães Rosa

ISSN: 1981-9943

http://proxy.furb.br/ojs/index.php/linguagens/article/view/4819/3097

Resumo: Entendendo a relevância da Leitura Literária no campo da Literatura e Ensino, neste artigo, promove-se o estudo sobre a concepção de Mikhail Bakhtin a respeito da língua e da interação social na construção da linguagem romanesca, por meio de análises dos textos de Guimarães Rosa, Conversa de Bois (1946) e Campo Geral (1956), utilizando-se como fundamentação teórica, especialmente, o livro Marxismo e Filosofia da Linguagem (1997), de Mikhail Bakhtin (Volochinov), no qual o autor expõe a sua teoria da linguagem e do dialogismo – diálogo entre o “eu” e o “outro”. É esse caráter interativo da linguagem – a relação intersubjetiva entre os sujeitos sociais – que permeia a concepção de linguagem desse autor e que possibilita a análise proposta, tendo em vista que a linguagem na obra de Guimarães Rosa também remete a essa interação.

 

2015 – Paulo Honório: a voz de Graciliano Ramos em S. Bernardo

ISSN: 1809-5313

http://e-revista.unioeste.br/index.php/rlhm/article/view/12149/8877

Resumo:  No contexto do Realismo Crítico, por meio de estudos de aspectos inerentes à composição da estrutura literária – narrador, enredo, personagens, tempo e espaço, analisa-se a relação intrínseca entre Texto e Contexto no romance S. Bernardo (1934), de Graciliano Ramos, obra que traz como tema central, a crítica ao sistema capitalista que coisifica o homem. Neste diapasão, em termos de análise comparativa da relação Forma e Conteúdo, elegem-se, em especial, teorias de Antonio Candido, Literatura e Sociedade: estudos de teoria e história literária (2000), e A Personagem do Romance, presente no livro A Personagem de Ficção (1992); e de Georg Lukács, Narrar ou Descrever? – que integra o livro Ensaios Sôbre Literatura (1968). Estas teorias evidenciam que: em Candido, o texto e o contexto são fundidos e tornam-se a estrutura da obra, sendo que a posição social do autor interfere diretamente na elaboração desta estrutura; em Lukács, as narrativas literárias – de estética realista – evidenciam a realidade como um processo em transformação. Portanto, parte-se do pressuposto de que o escritor Graciliano Ramos, na composição de S. Bernardo, se apropria de fatos sociais do meio em que vive e os transforma em conteúdo que estrutura o seu fazer literário, sendo este conteúdo, transpassado, necessariamente, pela artificialidade da composição artística – forma –, que se torna um instrumento de crítica ao capitalismo inerente ao sistema latifundiário do Nordeste brasileiro, que provocava a reificação do homem – as relações humanas são dotadas de preços e transformadas em mercadorias.

 

2014 – Tessituras híbridas e alegorias da história no romance e no filme Memórias do Cárcere

http://proxy.furb.br/ojs/index.php/linguagens/article/view/4319/2716

A partir da premissa de que, em obras ficcionais, a materialização do real refere-se ao processo de composição artificial da narrativa, no qual estão imbricados forma e conteúdo, neste artigo analisa-se como a realidade social é materializada no romance de Graciliano Ramos, Memórias do Cárcere (1953), bem como na tradução fílmica deste, por Nelson Pereira dos Santos, em 1984. Logo, considera-se que a construção ficcional da memória funciona dentro de uma composição, já que, em arte, não existe uma realidade pura, uma vez que, em textos ficcionais, tudo é imitação – conforme concepção de mimesis em Aristóteles –, mesmo quando esta realidade encontra-se no campo ideológico e, portanto, materializa-se como Realismo Crítico. Ou seja, a exemplo do dramaturgo, teórico e poeta da revolução russa, Vladimir Maiakovski, e do poeta, dramaturgo e teórico teatral Berthold Brecht, Graciliano Ramos acreditava no poder do discurso artístico como um espaço para a crítica política e social, capaz de transformar a consciência e a ação do público/leitor em relação à sociedade na qual este estivesse inserido. À vista disso, Graciliano se torna um dos maiores expoentes da segunda fase do Modernismo Brasileiro, o qual inspira, inclusive, cineastas do Cinema Novo brasileiro que comungam desta crença do poder da dialética da arte, a exemplo de Nelson Pereira dos Santos. Assim, entendendo que a produção literária ou fílmica – enquanto Arte da Memória – coloca em movimento a transformação alegórica do tempo, reflete-se sobre a seleção que Graciliano mailto:saletesirino@gmail.commailto:acirdias@yahoo.com.brRamos fez de suas memórias – que encontram na ficção literária o local para a representação do cárcere por ele vivenciado –, como também das memórias que Nelson Pereira dos Santos selecionou do texto de Graciliano e do contexto político e social no qual este cineasta estava inserido, para materializar estas memórias em cinema.

 

2014 – Graciliano Ramos e Nelson Pereira dos Santos: a representação de vozes do cárcere

http://e-revista.unioeste.br/index.php/rlhm/article/view/11363

Resumo: A arte contemporânea se apropria de tempos históricos por meio da experiência da memória individual e/ou coletiva, como uma evocação do passado que ilumina as manifestações presentes. O romance biográfico Memórias do Cárcere, publicado postumamente em 1953, representa a voz do cárcere vivenciado por Graciliano Ramos, no período em que o autor esteve preso: de março de 1936 a janeiro de 1937. Na tradução fílmica, de Nelson Pereira dos Santos, ocorre a representação desta voz, atualizada por outros cárceres, que o contexto político e social do momento da produção do filme inspira ao cineasta. Assim, a partir dos pressupostos teóricos sobre Linguagem e Sociedade, em especial, de Antonio Candido, interessa-se pelo estudo da relação Ficção e Realidade presentes nas obras literária e fílmica Memórias do Cárcere, nas quais a construção dos elementos narrativos de uma ou de outra tem, como fio condutor, a representação da memória de fatos reais do cárcere vivenciado por Graciliano Ramos.

 

2013 – Lelia Diniz: roteiro, direção e produção, por Luiz Carlos Lacerda

http://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/9268

Resumo: Neste texto, viaja-se pela criação e produção do filme Leila Diniz (1987), por meio de uma entrevista com o roteirista, diretor e produtor, Luiz Carlos Lacerda.  Um filme ficcional que se mistura à realidade, tanto pela representação de parte da vida de Leila Diniz – um dos ícones femininos do Brasil –, quanto pela vida de Lacerda, de quem Leila foi grande amiga, cuja amizade também é representada no filme Leila Diniz. Inicialmente, Luiz Carlos Lacerda sentiu medo em escrever, dirigir e produzir um filme a partir da dor da perda de Leila, pois não queria que este fosse um filme triste, já que em sua memória permaneciam as lembranças da vitalidade e alegria que Leila representava, inclusive, para o imaginário coletivo, em um contexto histórico marcado pela censura e perseguição em que viveu Leila Diniz: “este cometa que teve uma vida breve, mas intensa e que com sua luz iluminou o coração do Brasil.”

 

2012 – Mário de Andrade: mais que um Turista Aprendiz, um Político Cultural

http://www.fecilcam.br/revista/index.php/educacaoelinguagens/article/view/620

Resumo: Mário de Andrade é conhecido tanto como um escritor renomado quanto como um articulador cultural, tendo em vista que atuou de forma decisiva no movimento modernista brasileiro, em especial na consolidação deste, em fevereiro de 1922, com a Semana de Arte Moderna. Mário de Andrade também atuou em prol da democratização da cultura, realizando pesquisas sociológicas e etnográficas sobre a cultura popular que resultaram, inclusive, na publicação do livro O Turista Aprendiz. Portanto, pelo trabalho como artista e em prol da organização de meios para o conhecimento e a difusão da cultura popular genuinamente brasileira, neste texto argumenta-se que Mário de Andrade teria sido um Político Cultural.

2012 – Cinema e Educação: pensando em uma proposta de ensino do Cinema Brasileiro

http://www.unemat.br/revistas/ecos/docs/v_12/8_Pag_Revista_Ecos_V-12_N-01_A-2012.pdf

Resumo: Neste texto, reflete-se sobre a necessidade de uma proposta metodológica para o ensino do Cinema Brasileiro, com vistas à formação de professores para a utilização desta no ensino fundamental e médio. Tem-se, portanto, a crença de que tal proposta deveria conter uma base teórica sobre a história do Cinema Brasileiro

– principais movimentos, filmes e cineastas e – modelos de análise da forma e conteúdo fílmicos. Embora, reflita-se também, sobre a relevância da obrigatoriedade de duas horas mensais de produção audiovisual nacional nas Escolas de Educação Básica, conforme prevê o Projeto de Lei nº 7507/2010, argumenta-se de que tal obrigatoriedade será mais produtiva, se houver um investimento em formação de Professores para o uso educativo do Cinema Brasileiro. Como adendo, apresenta-se uma breve análise da sequência inicial do filme Cidade de Deus.

 

2011 – Campo Geral versus Mutum: algumas leituras

http://proxy.furb.br/ojs/index.php/linguagens/article/view/2913/1883

 Resumo: Este estudo aponta algumas leituras comparativas da novela Campo Geral, que integra a obra Corpo de Baile (1956), de João Guimarães Rosa, bem como da transposição fílmica de Campo Geral, após cinco décadas, para o filme Mutum (2007), de Sandra Kogut. Para tanto, promove-se a práxis da leitura literária e fílmica – de Campo Geral e Mutum –, por meio da articulação destes textos à teoria de leitor de Umberto Eco. E, ainda, na análise fílmica de Mutum, atuando como um leitor-modelo – de segundo nível – de Eco alia-se as teorias sobre leitor deste autor à leitura da técnica da narrativa cinematográfica desenvolvida pelo estadunidense David Wark Griffith, tendo em vista que a escolha de cada um dos elementos fílmicos está diretamente relacionada à intencionalidade que o diretor – autor-empírico – pretende em relação à interpretação do espectador – leitor-modelo. E, ainda, a análise proposta no presente texto, centrada na relação autor-texto-leitor, pode propiciar aos interessados em estudar Literatura e Cinema, cotejaram como a linguagem literária é captada/reconfigurada pelo cinema. Ou seja, os efeitos estéticos da obra de Guimarães Rosa inspiraram Kogut a reescrever este texto literário em outra linguagem, a do cinema, cuja linguagem também provocará efeitos estéticos em seu receptor, no caso o espectador do filme Mutum.

 

2011 – Jauss e Iser: efeitos estéticos provocados pela leitura de Conversa de Bois e Campo Geral, de João Guimarães Rosa.

http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/extensao/Arquivos2011/Revista%20Cinetifica%20FAP/Revista%20Cientifica%2007/Rev7_artigo12_SaleteSirinoRitaForte.pdf

Resumo: Partindo da premissa de que a práxis da leitura literária é uma inesgotável fonte de pesquisa, este estudo tem como fator norteador o exercício de leitura analítico-interpretativa, do conto Conversa de Bois e da novela Campo Geral/Miguilim – publicados, respectivamente, em1946 e 1956, de João Guimarães Rosa, aliado às teorias da recepção de Hans Robert Jauss (1979) e Wolfgang Iser (1979). Tal análise objetiva, especialmente, a leitura da temática infância presentes nos referidos textos rosianos.

 

2008 – Uma leitura literária e fílmica de Lavoura Arcaica

http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/RevistaCientifica3/17_Salete_Sirino.pdf

Resumo: Na perspectiva dos Estudos Culturais, promove-se uma reflexão sobre a possibilidade de leitura do discurso literário e fílmico de Lavoura Arcaica, respectivamente, de Raduan Nassar e Luiz Fernando Carvalho, a partir de estudos dos textos Marxismo e Filosofia da Linguagem (1997), de Mikhail Bakhtin e a Identidade Cultural na Pós-Modernidade (2002), de Stuart Hall. Tal estudo objetiva verificar a palavra como geradora de conflitos entre pai e filho e de como a palavra atua como formadora e/ou transformadora da identidade de ambos.

 

2007 – Vidas Secas: da literatura ao cinema uma reflexão sobre suas possibilidades educativas

http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/RevistaCientifica2/saletesirino.pdf

Resumo: Este trabalho, de caráter bibliográfico, busca desvelar as possibilidades educativas de filmes do Cinema Nacional produzidos a partir da Literatura Brasileira, argumentando que podem ser utilizados como recurso didático tecnológico audiovisual, para desenvolver a consciência crítica dos alunos e a cidadania. Assim, seleciona o filme Vidas Secas, para demonstrar algumas das possibilidades de utilização no campo educativo.