Eduardo Tulio Baggio

 

Capítulos de livros:

 

2014 – Aruanda de Linduarte Noronha: do reconhecimento ao pensamento

Capítulo do Livro Cinema Brasileiro na Escola: pra começo de conversa. Salete Paulina Machado Sirino e Fabio Luciano Francener Pinheiro (Organizadores).

ISBN 978-85-68399-00-2. Curitiba: Editora da UNESPAR, 2014.

Resumo: A proposta deste artigo é estabelecer um diálogo entre a compreensão crítica da importância do filme Aruanda (1960), de Linduarte Noronha, e as ideias do diretor enquanto proposições criativas. Tais proposições podem ser sistematizadas em apontamentos teóricos, como sugere Jacques Aumont, propciando o entendimento dos atos criativos enquanto arcabouço teórico. Esses apontamentos, no caso de Linduarte Noronha, demonstram a relevância e a originalidade de seu pensamento humanista/realista no cinema brasileiro.

 

2012 – Asserções sobre a realidade em Lost: documentários ou mockumentaries?
http://www.socine.org.br/livro/televisoes.pdf

Capítulo do livro Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e de Documentário – volume II, Borges, Gabriela; Pucci Jr., Renato Luiz; Sobrinho, Gilberto Alexandre (orgs.).

ISBN: 978-989-8472-20-5, 2012.

Resumo: O objetivo é examinar os procedimentos estilísticos utilizados nos mockumentaries televisivos “Oceanic 6 – uma conspiração de mentiras” e “A Iniciativa Dharma” (da série “Os Mistérios do Universo”), ambos exibidos pela rede ABC e relacionados à série “Lost”. A hipótese é que foram seguidos procedimentos típicos da tradição do documentário como forma de persuadir os espectadores e, ainda, que os procedimentos são distintos entre os dois produtos para emular épocas distintas de realização.

 

Artigos:

2012 – Os modos de representação do cinema documentário e o realismo peirceano

http://revistas.pucsp.br/index.php/cognitio/issue/view/733/showToc

Revista Cognitio-Estudos v.9, n.1, 2012. ISSN: 1809-8428

Resumo: Este texto propõe uma discussão sobre as posturas éticas dos modos de representação do cinema documentário e suas consequentes opções de linguagem diante da pragmática e da semiótica peirceanas. Proponho a análise destes modos de representação fundamentada no caráter realista da filosofia peirceana e nas categorias propostas pelo autor. Portanto, uma análise diferente das relações dependentes da linguagem que tradicionalmente balizam os estudos cinematográficos. Tal análise parte do método científico e considera o realismo como matriz do pensamento peirceano, em que a alteridade, que se torna uma generalidade, é a realidade. E ainda, que a realidade tem independência em relação à linguagem, enquanto a ficção é dependente da linguagem. Então, se a realidade tem independência em relação à linguagem, como pode ser analisado um tipo de mediação que trabalha na tradição de uma linguagem específica a do cinema mas que busca uma relação particular com a realidade ao produzir asserções sobre esta? E, como podem ser pensados parâmetros éticos para tais asserções sobre a realidade a partir do realismo peirceano?

 

2011 – O cinema documentário para André Bazin e Dialectical Program: dialética e ética

http://www.doc.ubi.pt/11/dossier_eduardo_baggio.pdf

Revista Doc On-line n.11, dezembro de 2011. ISSN: 1646-477X
Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar as ideias do teórico do cinema André Bazin sob a perspectiva dos programas de pesquisa propostos por David Bordwell e relacioná-las com os modos de representação do cinema documentário. A partir dos conceitos da Nouvelle Critique e do Dialectical Program, proponho a reflexão sobre filmes documentários e sobre o caráter teórico do documentarismo.

 

2011 – Crítica aos processos classificatórios das teorias do cinema documentário

http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/Comunicacao_2012/Publicacoes/O_Mosaico/Numero_6/OMosaico6_Artigo1.pdf

Revista O Mosaico, v. 6, s. 1, dez/2011, ISSN: 2175-0769.

Resumo: As principais teorias do cinema documentário demonstram que a evolução da realização dos filmes documentais seguiu uma série de procedimentos que apontam para posicionamentos éticos, conhecidos por vozes ou estilos. Porém, estas teorias foram desenvolvidas a partir de um olhar centralizador e excessivamente classificatório. A proposta deste artigo é de estabelecer uma crítica a essas teorias, partindo de referenciais do cinema clássico, e demonstrar seus problemas de origem, buscando alternativas para novos caminhos teóricos.

 

2010 – As vozes do documentário Michaud: entre os crocodilos e as serpentes

Revista Mediação (Impresso), Curitiba, v. 1, p. 14-18, 2010.

Resumo: As teorias do cinema documentário tratam constantemente das vozes ou estilos dos filmes. Esses conceitos buscam demonstrar quais as opções discursivas dos filmes e, por conseqüência, seus pressupostos éticos e suas características de linguagem. Este texto propõe uma observação, sob o ponto-de-vista dos quatro principais estilos do cinema documentário, de um filme roteirizado e dirigido por mim, que se chama Michaud: entre os crocodilos e as serpentes.

 

2009 – O cinema verdade de Jean Rouch no filme Di Cavalcanti di Glauber

http://www.fap.pr.gov.br/arquivos/File/RevistaCientifica4vol2/12_artigo_Eduardo_Baggio.pdf

Revista Científica/FAP (Impresso), Curitiba, v. 4, p. 189-202, 2009.

Resumo: Este texto propõe uma análise do filme Di Cavalcanti di Glauber, dirigido por Glauber Rocha em 1976, sob o ponto-de-vista das teorias do cinema documentário. A análise percorre o caminho do reconhecimento das influências que Glauber Rocha e o Cinema Novo receberam. Tais influências aparecem na realização de um documentário específico que mostra características de interação, ou do Cinema Verdade, e que corresponde, em especial, aos pressupostos estabelecidos por Jean Rouch. O próprio modo de realização de Di Cavalcanti di Glauber, com a intervenção no enterro, os comentários de Glauber e a controvérsia gerada indicam o caminho interativo descrito teoricamente por Manuela Penafria.

 

Resenhas:

2011 – Construindo o Poder

http://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/viewFile/6263/4608

Resenha fílmica, revista Galaxia v.11, n. 21, 2011. ISSN: 1982-2553

Resumo: O documentário em questão aborda a construção de imagens de poder na política brasileira. Desde as campanhas radiofônicas, passando pelo grande desenvolvimento das campanhas televisivas, até chegar ao forte marketing político das últimas eleições presidenciais. O filme trata em especial das questões éticas relacionadas aos processos de comunicação política.

 

2010 – A mulher dos 5 elefantes

Resenha fílmica, revista Doc On-line n.9, dezembro de 2010. ISSN: 1646-477X (www.doc.ubi.pt/09/analise_eduardo.pdf).
Resumo: Aos 85 anos, Swetlana Geier é uma mulher altiva e simpática, é, também, uma personagem extremamente particular. Uma ucraniana que teve a família perseguida pelo regime stalinista, estudou russo e alemão, obteve ajuda de um oficial nazista, tornou-se uma grande tradutora, teve o filho vítima de um acidente banal e fatal, e voltou a visitar a Ucrânia apenas 60 anos depois de ter fugido de lá.

 

Trabalhos completos publicados em anais:

 

2013 – O caráter informacional e os vetores em filmes documentários

http://www.estudosaudiovisuais.org/lusofonia/revision/ActasXIIICongresoIBERCOM.pdf

XIII Congreso Internacional IBERCOM: Comunicación, Cultura e Esferas de Poder, 2013, Santiago de Compostela. Libro de Actas. XIII Congreso Internacional Ibercom / Margarita Ledo Andión, Maria Inmacolata Vassallo de Lopes. Santiago de Compostela: IBERCOM, AssIBERCOM, AGACOM, 2013. 3866 p., 2013. v. 1. p. 2941-2952

Resumo: Análise comparativa do caráter informacional de três documentários curtos. Tais filmes foram realizados como parte do meu projeto de pesquisa de doutoramento e desde seu início foram pensados como realizações específicas para constituição de um corpus de pesquisa atendendo às necessidades deste caso particular. Assim, cada um dos filmes deveria corresponder a um modo de abordagem específico dentre os existentes no documentarismo, sendo um documentário de exposição, um de observação, e um interativo.

 

2012 – Análise dos modos de representação em documentários de mesma temática

http://www.socine.org.br/anais/2012/anaissocine2012.pdf

XVI Encontro SOCINE – Cinema brasileiro e novas cartografias do cinema mundial, 2012, São Paulo. XVI Encontro SOCINE – Cinema brasileiro e novas cartografias do cinema mundial. São Paulo: SOCINE, 2012. v. 1.

Resumo: Análise das diferenças entre três modos de representação do cinema documentário a partir de três curtas documentários que tratam do mesmo tema e que tiveram o mesmo contexto de realização. Trata-se de um corpus de análise muito específico, realizado especialmente para a pesquisa, que permite examinar como as diferenças constitutivas dos discursos fílmicos dos modos expositivo, observativo e participativo interferem nas asserções produzidas nos documentários.

 

2008 – Os manuais de cinema e TV e as diversas formas de realização audiovisual

1º Encontro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Artes, 2008, Curitiba. Anais do I Encontro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Artes da FAP. Curitiba: Faculdade de Artes do Paraná, 2008. p. 55-62.

Resumo: Os manuais de realização fílmica e televisiva, amplamente utilizados em cursos de cinema e televisão, tanto de ensino superior, como em cursos livres, refletem modelos de realização baseados em premissas da narrativa do cinema clássico, segundo a perspectiva expressa por David Bordwell. Ainda, basicamente, estabelecem os mesmos processos para se chegar a esse discurso narrativo clássico. Os manuais de produção de roteiro apontam caminhos conforme as bases da história e da trama da narrativa clássica em que o personagem é o agente causal preponderante. Em complemento, os manuais cinematográficos de produção, propriamente dita, também buscam o caminho da narrativa clássica, especialmente por sua preocupação com a forma de apresentação das relações de espaço e tempo, explicitados nas técnicas de decupagem, na formação da equipe para a realização, nos procedimentos no set e na continuidade espaço-temporal.

 

2006 – As distinções de significação entre ficções cinematográficas e ficções televisivas a partir de seus processos de realização

Intercom Sul – VII Simpósio de Pesquisa em Comunicação, 2006, Curitiba. Intercom Sul – VII Simpósio de Pesquisa em Comunicação, 2006. v. 1. p. 98-103.

Resumo: A ficção cinematográfica e a ficção televisiva brasileiras tem encontrado crescentes pontos de interseção nos últimos anos, inclusive com transposições de filmes para séries de televisão e vice-versa. Alguns dos mais importantes diretores brasileiros têm percorrido esse caminho de mão dupla, entre eles, Jorge Furtado, Guel Arraes, Luiz Fernando Carvalho, Jaime Monjardim e Fernando Meirelles. De maneira mais direta, alguns filmes, como Cidade de Deus, serviram de ponto de partida para séries, como Cidade dos Homens; ou séries, como O Auto da Compadecida, viram filmes. E de maneira indireta, experiências cinematográficas foram incorporadas em séries televisivas como nos casos de Cena Aberta e Hoje é Dia de Maria. Do ponto de vista da linguagem, pensada como sistema significante, a discussão entre as relações cinema/televisão existem no Brasil há muito tempo e têm se intensificado nos últimos anos. Porém, para além do que as peças audiovisuais apresentam em seus momentos de exibição, existem os processos de realização, que influem diretamente nos produtos audiovisuais. Tradicionalmente cinema e televisão, mesmo quando em produtos ficcionais, têm processos de realização distintos, mas em que medida os processos contemporâneos de produção fizeram a intersecção chegar também ao momento da realização? A utilização de suportes e sistemas de edição digitais na produção cinematográfica interfere em suas características de linguagem? E as experiências cinematográficas e televisivas dos diretores, fazem aumentar a intersecção? A conformação de equipes e a nomenclatura técnica de cinema e televisão estão se misturando?