JUSLAINE ABREU-NOGUEIRA

Juslaine Abreu-Nogueira é uma capricorniana com ascendente em Leão, mas não gosta de definições. Acha que, talvez, todas/os nós pudéssemos nos dizer em reticências, como quem se abre ao por-vir e recusa toda a arrogância dos sentidos unívocos e de um mundo fechado e estável. Considera que a vida é sedutora e perigosamente mistério e surpresa, algo como a pura travessia e todas as suas veredas. Por isso, tem admiração confessada por Guimarães Rosa, Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto e, claro, sua alma lusitana bebe em Fernando Pessoa. Nasce da Literatura sua paixão por todas as linguagens das Artes e, em especial, pelo Cinema. Tem apreço inegável pela palavra-imagem.

Estão na mira das suas desconfianças e repúdios: a crença na normalidade e na mediocridade da média. Suspeita dos dogmas, dos sectarismos e dos fundamentalismos de toda ordem. Na experiência de sua maternidade fora do script, tem aprendido a não mais silenciar diante das práticas totalitárias, normalizadoras, excludentes e violentas que são facilmente sutilizadas e acolhidas por cada um de nós, nas falas e atitudes mais corriqueiras, “justificáveis” e, aparentemente, inocentes. Tarefa nada fácil e que exige coragem.

É doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná, mestre em Letras pela Universidade Estadual de Maringá, especialista em Literatura e Ensino pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste e graduada em Letras também pela Unioeste. Suas atividades estão voltadas para a área dos Estudos do Discurso e da Educação, perseguindo os seguintes temas: Cinema, Corpo e Produção de Subjetividades, bem como Escola, Infância e Poder, especialmente a partir das teorizações de Michel Foucault. Participa do grupo de pesquisa Cinema – criação e reflexão – Cinecriare (Unespar/CNPq), na linha Análise dos discursos cinematográficos. Também é pesquisadora do Laboratório de Investigação em Corpo, Gênero e Subjetividade na Educação – Labin (UFPR/CNPq), nas linhas de pesquisa Corpo, Diferença e Subjetividades Contemporâneas e Corpo, Governamentalidade e Estética da Existência.

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